Reverso.
Acordar com a melodia de Second Chance e apertar o soneca mais uma vez. Ainda são 7:40, tenho mais cinco minutinhos. Depois da terceira “soneca”, levantar, tomar um café com torradas quentinhas e um café com leite morno. Tudo gostoso. Sair na rua e estar uma daquelas manhãs em que o sol vai saindo de trás das nuvens transparentes e aquece o caminho até o trabalho. Chegar ao trabalho sentar na minha mesa, olhar as tarefas e fazê-las, concentrando-me ao máximo até que esteja tudo pronto. Afinal, não dá para criar algo se você não consegue se concentrar.
Tomar um café se sentir fome no meio da manhã. E sair ao meio dia almoçar no RU satisfeita de mais um dia. Ir para minha aula – pois o material da faculdade já está comigo – e passar uma tarde produtiva e estimulante na matéria do dia. Sair decepcionada às vezes, afinal a vida não é perfeita e as vezes a matéria é sem graça, chata. Mas as esculturas e pinturas fazem parte do currículo, não há uma escapatória.
Chegar em casa, fazer uma refeição, revisar a matéria, fazer os trabalhos para entregar, e sentar à sala para conversar com a família, saber como foi o dia deles, rir das coisas boas, das ruins. Saber se todos estão bem, felizes como eu. Discutir – agradavelmente – sobre algum assunto do Jornal Nacional, Talvez assistir a novela. Tomar um banho quente enquanto o lençol elétrico esquenta e tira aquele ‘gelo’ da cama. Deitar, ler um pouco ou até mesmo escrever e dormir contente pelo dia que passou, desejando que todos sejam como este. Haveria, com toda a certeza, dias ruins, mas estes sempre são compensados por outros, a final a vida tem seus altos e baixos.
Eu poderia querer algo melhor para minha vida? Não definitivamente não.
Eu tinha um professor – o Goy – que disse uma frase que eu gosto muito: “pensar o não pensado”*. É tão simples e faz tanta diferença. Se eu tivesse escrito acima o que eu realmente quero dizer, seria um post desagradável. Pensei o contrário e, apenas digo que a realidade é contrária a minhas palavras.
Em meio a toda loucura que a minha vida anda, ao menos uma coisa é certa. As Memórias de Anne Hollfmann estão com várias idéias, consisas.
* Tenho quase certeza de que é de um livro da Clarisse Lispector.





1 comentário | comente »
Deu trabalho de comentar aqui, tive q voltar no outro dia, no caso hj, :) Tive até a impressão de que tinha comentado no post anterio falando desse, mas nãos ei se foi neura minha ou se comentei mesmo e o comentário sumiu oO Mas não importa!Enfim…Muito bom essa sensação de felicidade né? De que é preciso de tão pouco pra ser feliz! Aproveita !!!;)